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Homens que sofrem de insônia morrem mais do coração

A insônia caracteriza-se pela dificuldade em iniciar e/ou manter o sono e pela sensação de não ter um sono reparador. É o transtorno do sono mais comum, respondendo por cerca de 25% das queixas em clínicas especializadas em distúrbios do sono.

Pesquisadores norte-americanos concluíram que homens que sofrem de insônia apresentam um risco maior de morte total e cardíaca. Um total de 23.447 homens foram avaliados no ano de 2004 quanto presença de sintomas de insônia (dificuldade para iniciar e/ou manter o sono, despertar de manhã cedo e sono não reparador). Os pacientes foram acompanhados até 2010.

Após criteriosa análise estatística, o risco relativo de mortalidade total foi 25% maior quando havia dificuldade em iniciar o sono, 9% maior para dificuldade em manter o sono, 4% maior para despertar de manhã cedo e 24% maior para o sono não reparador. Homens com dificuldade em iniciar o sono e que ainda referiram sono não reparador também tiveram um risco aumentado de mortalidade específica por doença cardíaca, quando comparados aos homens sem esses sintomas.

A polissonografia é o exame específico para diagnosticar os distúrbios do sono, podendo ser indicada na avaliação clínica desses pacientes.

Leia mais em http://goo.gl/KZBDyw.

Hipercolesterolemia familiar é causa de ataque cardíaco precoce

Um dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares é a ocorrência de casos em parentes próximos. O histórico familiar, portanto, é um importante ponto a ser levado em consideração nos cuidados ao coração.

A hipercolesterolemia familiar, por exemplo, é uma doença genética associada a uma deficiência do metabolismo lipídico, ou seja, o transporte das gorduras do colesterol. É uma doença de transmissão por herança hereditária, por isso, a probabilidade de seus descendentes herdarem a mesma mutação é de 50%. Como resultado, os indivíduos com esta doença apresentam níveis anormalmente altos de colesterol no sangue. E eles têm risco elevado de aterosclerose (que são placas de gordura no interior das artérias), doença coronária e morte prematura.

O diagnóstico precoce é fundamental para a prevenção primária, uma vez que pode evitar o processo aterosclerótico na criança, levando a uma diminuição de eventos cardiovasculares no futuro. A alteração por si só não provoca sintomas, mas o problema é que os níveis altos de colesterol no sangue contribuem para a formação de placas de gordura no interior das artérias, a aterosclerose, que é a base para a ocorrência do infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Esta placas de gordura vão se formando silenciosamente até que, um dia, pode levar ao infarto do miocárdio ou derrame. De fato, muitos portadores de hipercolesterolemia familiar só vêm a saber da condição quando são vitimados por um ataque cardíaco, o que frequentemente acontece precocemente, aos 40 ou 50 anos de idade. Em alguns casos mais raros, a hipercolesterolemia familiar pode levar ao infarto já aos 15 ou 20 anos de idade.

É importante salientar que, ao se diagnosticar um indivíduo como portador de hipercolesterolemia familiar, recomenda-se rastrear os parentes mais próximos, possibilitando novos diagnósticos e ampliando a prevenção de problemas vasculares. De fato, se você tem hipercolesterolemia familiar, a chance de um parente seu de primeiro grau (pais, filhos ou irmãos) ter o problema é de 50%. Nos parentes de segundo grau, a chance é de 25%.

O tratamento da doença é de natureza global, devendo combinar diferentes processos para atingir melhores resultados. Os medicamentos deverão ser escolhido pelo seu médico adequando a melhor droga para o seu caso. Na grande maioria, prescreve-se as estatinas isoladamente ou associadas drogas que diminuem a absorção das gorduras a nível intestinal. Deve haver dieta especial, diminuindo a ingestão de gorduras saturadas, substituindo-as por insaturadas. Deve aumentar o consumo de fibras alimentares através de grãos integrais, frutas, legumes, verduras. O exercício físico é fundamental, não só para aumentar o colesterol bom no sangue, como também melhorar a condição cardiorrespiratória.

É importante compreender que a luta para se tratar a hipercolesterolemia familiar é abrangente e que o tratamento terá melhor resultado quando todas as medidas relatadas forem rigorosamente seguidas, levando a uma melhor qualidade de vida e diminuição dos eventos cardiovasculares. Leia mais em http://goo.gl/IHhNts.

Fonte: Portal da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

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