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Você sabe qual é a diferença entre um AVC e um Infarto?

As doenças cardiovasculares, como os infartos e o AVC, continuam sendo a primeira causa de mortes no mundo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2011, 17 milhões de pessoas morreram em decorrência de alguma dessas condições. Nas redes sociais, muitos leitores se questionam: qual a diferença entre infarto e AVC? Os sintomas são iguais?

AVC

De acordo com o Guia Prático de Saúde do Doutor Drauzio Varella, o AVC (acidente Vascular Cerebral) é consequência da obstrução ou rompimento de artérias responsáveis em levar oxigênio para o cérebro.

A principal causa dessa obstrução é a aterosclerose, ou seja, quando placas de gordura se formam nas paredes das artérias impedindo o fluxo sanguíneo. Se elas se rompem, podem dar origem a pequenos fragmentos que irão entupir vasos mais finos do tecido cerebral. O quadro é agravado por fatores de risco como tabagismo, pressão alta, diabéticos, obesidade e sedentarismo.

O AVC isquêmico é quando o fluxo sanguíneo é momentaneamente interrompido devido ao entupimento de uma artéria. Já o hemorrágico, que corresponde a 20% dos casos de derrame, é quando vasos do cérebro se rompem causando sangramento no interior ou nas membranas do órgão.

O resultado dessa abrupta ausência de oxigênio se dá pelos seguintes sintomas: paralisia ou enfraquecimento do braço e da perna de um lado do corpo. A fala fica pastosa, a pálpebra caída, há confusão mental, tonturas e, em casos de derrames hemorrágicos, dores de cabeça muito forte.

INFARTO

Quando a obstrução e a interrupção súbita de oxigênio acontece no coração, temos o infarto.

Os sintomas também são diferentes. O mais recorrente é sentir no peito uma dor bem forte, que comprime e tem duração de mais de 20 minutos, com irradiação para o braço esquerdo. Além disso, algumas pessoas podem sentir um súbito mal-estar, sudorese, dor no estômago e náuseas.

A orientação em caso de suspeita de infarto é chamar o SAMU e em seguida tomar dois comprimidos de ácido acetilsalicílico infantil. Mesmo que você não esteja infartando, o medicamento não irá lhe fazer mal, mas se estiver, ele pode ajudar a dissolver coágulos. Atenção: se você for alérgico ao comprimido, apenas consiga socorro da forma mais rápida possível.

A ingestão desse medicamento também é contraindicada em casos de AVC, pois nem todos são causados por coágulos e às vezes pode haver ruptura dos vasos, o que vai intensificar ainda mais o sangramento.

Em ambos os casos, nunca espere os sintomas passarem. Mesmo que esteja em dúvida se é um infarto ou um derrame, ligue imediatamente para o SAMU.

Fonte: Coração Alerta

 

 

A cada dois minutos, uma pessoa morre em decorrência de problemas cardíacos no Brasil

Até 2040, esse número vai crescer duas vezes e meia. O estilo de vida estressante é uma das razões que levam a esse dramático quadro

As estatísticas não são promissoras. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a tendência é de que esse número aumente para 1,5 morte ocorrida em apenas um minuto, até 2050. Em outro cálculo, a OMS apresenta a trágica conta de que até 2040 o número de mortos por doenças cardiovasculares do Brasil cresça em torno de 250%, ou seja, praticamente dobre a cada década.

Não só no Brasil as doenças cardíacas serão a principal causa de morte nos próximos 25 anos. Espera-se que aumente também na China (210%), na Índia (170%) e nos Estados Unidos (70%), por exemplo. Atualmente, as doenças do coração correspondem ao total de 30% de todas as mortes no mundo. Mata mais que o temido câncer, por exemplo, que corresponde a 13% das causas de óbitos gerais. Mas a pergunta é: por que o coração ainda mata tanto?

“Com a urbanização, você muda os hábitos de vida, as pessoas passam a comer mais e a fazer menos exercícios. Temos aumento dos casos de obesidade e dislipidemias (aumento das taxas de colesterol e de triglicerídeos)”, aposta o cardiologista Pedro Farsky, coordenador científico das reuniões de cardiologia do Hospital Israelita Albert Einstein. “Falta prevenção, que é uma questão de saúde pública: os fatores de risco não estão controlados”, acrescenta o cardiologista Fernando Atik, chefe da Unidade de Transplante do Instituto do Coração do Distrito Federal.

Outra explicação que não pode ser desconsiderada é o fato de que há décadas as doenças infectoparasitárias estão sob controle, com exceção das regiões pobres da África. Isso se traduz em menos mortes por doenças resultantes de falta de infraestrutura, como cólera, tifo, leptospirose, por exemplo, e, portanto, as doenças cardiovasculares ganham destaque entre as causas de morte de adultos. Além disso, com a erradicação de males decorrentes da miséria e com a melhoria de vida, as pessoas estão vivendo mais e, consequentemente, ficam mais vulneráveis ao risco de o coração se desgastar e se tornar mais frágil e doente.

Nessa matemática de viver mais e nem sempre da melhor maneira, quem sente é o coração. Por isso, ele mata tanto. Ao longo da vida, nem todos se preocupam com ele, e, quando dá sinais de complicações, às vezes, é tarde demais. “No Brasil, das mais de 1 milhão de pessoas que morrem por ano, pelo menos 394 mil são por causa do coração. Esse número é resultado de altas taxas de colesterol, pressão alta, aumento dos casos de obesidade. São fatores de risco clássicos, que todos já sabem que representam riscos para doenças cardíacas”, alerta Fernando Alves, cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Principais causas de morte no mundo:

Doenças cardiovasculares (30% )

Câncer (13%)

Doenças transmissíveis, mortalidade materna, perinatal e deficiência nutricional (30%)

Mortalidade por doença cardiovascular em 2020:

6 milhões de indivíduos entre 30 e 60 anos nos países desenvolvidos

19 milhões em países em desenvolvimento

Aumento das doenças cardiovasculares em 2040:

250%, no Brasil

210% na China

170% na Índia

70% nos Estados Unidos

Dados: Organização Mundial da Saúde

Principais causas da redução da mortalidade cardiovascular:

Tratamento do infarto agudo do miocárdio ou angina instável: 10%

Tratamento de insuficiência cardíaca: 9%

Revascularização de angina crônica: 5%

Leia mais aqui.

Fonte: Saúde plena

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